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Metamorfosear

Arquivo: Janeiro 2007

31/01/2007 GMT 2

Bem me quer; mal me quer...

suellen @ 01:56

margarida.jpgAcordou e lembrou dele. Todos os dias é o mesmo: primeiro pensa no dia da semana, se tem algum compromisso pela manhã; em seguida lembra dele. Mas hoje foi diferente. Sonhou que ele chegava com flores, vinha enlaçando um buquê meio desmontado. Parecia cansado, havia se perdido. Há horas vagava pelas ruas. Ao entregar as flores, sorriu tímido, disse que tudo tinha se resolvido, e pediu desculpas pelas flores quase murchas...

Almoçou fora, depois foi pra casa. Depilou as pernas com cera, tratou os cabelos, tomou um banho mais demorado. Pefumou-se. Não vestiu nada especial, sabia que ficaria só, vestiu um short e uma camiseta confortavél.
Os olhos na TV, sem prestar a atenção. A campainha tocou, acreditou ter acertado, seria ele. Não, enganou-se, era a vizinha...sentia-se amarga.
Dormiu ali no sofá, acreditando que algum momento algo aconteceria.
Amanheceu dolorida...
não sonhou com ele nesta noite...

28/01/2007 GMT 2

A DESPEDIDA DO AMOR

suellen @ 00:59

A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão embrulhados na dor que não conseguimos ver luz no fim do túnel.

A segunda é a dor da magoa, que sentimos com o motivo infundado do termino...Por que tinha que ser desse jeito?

A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado. Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos. A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre. Dói também...muito!

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender. Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir, lembrança de uma época bonita que foi vivida... Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual a gente se apega. Faz parte de nós. Queremos, lógicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente, e que só com muito esforço é possível alforriar.

É uma dor mais amena, quase imperceptível. Talvez, por isso, costuma durar mais do que a "dor-de-cotovelo" propriamente dita. É uma dor que nos confunde. Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: "Eu amo, logo existo".

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente...

E só então a gente poderá deixar de sofrer...

A vida sem freio me leva, me arrasta, me cega
No momento em que eu queria ver
O segundo que antecede o beijo
A palavra que destrói o amor
Quando tudo ainda estava inteiro
No instante em que desmoronou
Palavras duras em voz de veludo
E tudo muda, adeus velho mundo
Há um segundo tudo estava em paz

Cuide bem do seu amor
Seja quem for

E cada segundo, cada momento, cada instante
É quase eterno, passa devagar
Se o seu mundo for o mundo inteiro
Sua vida, seu amor, seu lar
Cuide tudo que for verdadeiro
Deixe tudo que não for passar

Palavras duras em voz de veludo
E tudo muda, adeus velho mundo
Há um segundo tudo estava em paz

Cuide bem do seu amor
Seja quem for

Palavras duras em voz de veludo
E tudo muda, adeus velho mundo
Há um segundo tudo estava em paz

Cuide bem do seu amor
Seja quem for

[...até logo...]

25/01/2007 GMT 2

sobre a mortalidade do amor...

suellen @ 18:14

Todos os dias morre um amor. Quase nunca percebemos, mas todos os dias morre um amor. Às vezes de forma lenta e gradativa, quase indolor, após anos e anos de rotina. Às vezes melodramaticamente, como nas piores novelas mexicanas, com direito a bate-bocas vexaminosos, capazes de acordar o mais surdo dos vizinhos. Morre em uma cama de motel ou em frente à televisão de domingo. Morre sem beijo antes de dormir, sem mãos dadas, sem olhares compreensivos, com gosto de lágrima nos lábios. Morre depois de telefonemas cada vez mais espaçados, cartas cada vez mais concisas, beijos que esfriam aos poucos. Morre da mais completa e letal inanição.
Todos os dias morre um amor. Às vezes com uma explosão, quase sempre com um suspiro. Todos os dias morre um amor, embora nós, românticos mais na teoria do que na prática, relutemos em admitir. Porque nada é mais dolorido do que a constatação de um fracasso. De saber que, mais uma vez, um amor morreu. Porque, por mais que não queiramos aprender, a vida sempre nos ensina alguma coisa. E esta é a lição: amores morrem.
Todos os dias um amor é assassinado. Com a adaga do tédio, a cicuta da indiferença, a forca do escárnio, a metralhadora da traição. A sacola de presentes devolvidos, os ponteiros tiquetaqueando no relógio, o silêncio ensurdecedor depois de uma discussão: todo crime deixa evidências.
Todos nós fomos assassinos um dia. Há aqueles que, se refugiam em salas de cinema vazias. Ou preferem se esconder debaixo da cama, ao lado do bicho-papão. Outros confessam sua culpa em altos brados, fazendo de pinico os ouvidos de infelizes garçons. Há aqueles que negam, veementemente, participação no crime, e buscam por novas vítimas em salas de chat ou pistas de danceteria, sem dor ou remorso.

Existem os amores que clamam por um tiro de misericórdia: corcéis feridos.

Existem os amores-zumbis, aqueles que se recusam a admitir que morreram. São capazes de perdurar anos, mortos-vivos sobre a Terra teimando em resistir à base de camas separadas, beijos burocráticos, sexo sem tesão.

Existem os amores-vegetais, aqueles que vivem em permanente estado de letargia, comuns principalmente entre os amantes platônicos que recordarão até o fim de seus dias o sorriso daquela ruivinha da 4a. série, ou entre fãs que até hoje suspiram em frente a um pôster do Elvis Presley.

Existem, por fim, os amores-fênix. Aqueles que, apesar da luta diária pela sobrevivência, das contas a pagar, da paixão que escasseia com o decorrer dos anos, da TV ligada na mesa-redonda ao final do domingo, das calcinhas penduradas no chuveiro e das brigas que não levam a nada, ressuscitam das cinzas a cada fim de dia e perduram - teimosos, e belos, e cegos, e intensos. Mas estes são raríssimos, e há quem duvide de sua existência. Alguns os chamam de amores-unicórnio, porque são de uma beleza tão pura e rara que jamais poderiam ter existido, a não ser como lendas. Mas não quero acreditar nisso.

Quero acreditar que meu amor é um AMOR-FÊNIX...preciso que seja..."precisamos"

Como eu te amo...

23/01/2007 GMT 2

...

suellen @ 21:41

"É loucura odiar todas as rosas porque uma te feriu; porque uma te espetou...
Entregar todos os seus sonhos porque um deles não se realizou...
Perder a fé em todas as orações porque uma não foi atendida...
Desistir de todos os esforços porque um deles fracassou...
É loucura condenar todas as amizades porque uma te traiu...
Descrer de todo amor porque um deles te foi infiel...
É loucura jogar fora todas as chances de ser feliz porque uma tentativa não deu certo.."

Sim, é loucura mesmo.
Eu vou seguir acreditando nas pessoas e nos bons sentimentos. Vou continuar fazendo sempre o máximo por aqueles que eu amo.
Meu pai sempre me disse que mesmo que as pessoas não reconheçam nem retribuam, a gente sempre deve ser dedicar ao máximo e fazer o nosso melhor.
Eu ainda acho que ele tem razão...

11/01/2007 GMT 2

Tempos ...

suellen @ 23:42

Não adianta querer apressar ou parar o tempo. Só é preciso aprender a viver com esse caprichoso que nunca para, mas que também nunca corre ao ritmo que queremos.

Fazer oq???

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